segunda-feira, 22 de março de 2010

UMA DOSE DE SIMONE DE BEAUVOIR


“(…) Era melhor perdoar-lhe as fraquezas do que ser exilada dos seus prazeres. Entretanto, essa perspectiva também me asssutava. Eu aspirava à transparente fusão de nossas almas; se ele tivesse cometido pecados tenebrosos, ecarpar-me-ia, no passado e mesmo no futuro, porque nossa história, falseada desde o ínicio, não coincidiria nunca mais com a que eu inventara de nós. ” Não quero que a vida se ponha a ter outras vontades que não as minhas”, escrevi no meu diário. Eis, creio, qual era o sentido profundo da angústia. Ignorava quase tudo da realidade; no meu meio, ela surgia mascarada pelas convenções e pelos ritos; tais rotinas me aborreciam, mas eu não tentara ir as raízes da vida; ao contrário, evadia-me para as nuvens: era uma alma, um puro espírito, só me interessava em almas e espíritos; a intrusão da sexualidade fazia estourar esse angelicalismo: revelava-me bruscamente, em sua temível unidade, a necessidade e a violência. (…)”

Simone de Beauvoir.







' Não quero que a vida se ponha a ter outras vontades que não as minhas. '
Definitivamente, não quero!

segunda-feira, 15 de março de 2010

PALAVRAS SOLTAS



Há noites que eu não posso dormir de remorso por tudo o que eu deixei de cometer ...
(Mário Quintana)

terça-feira, 9 de março de 2010

RIDÍCULO COMPORTAMENTO HUMANO



Ainda que nesta minha pouca experiência de vida, não tive a felicidade - sim, digo felicidade, pois tudo o que possa contribuir para meu desenvolvimento pessoal incluindo, fundamentalmente, o psicológico, deixa-me num estado de profundo contentamento - de conseguir compreender a estranha mania que as pessoas insistem em ter, ainda que saibam da feiura do ato, em enaltecer feitos que, para meu simples ser, não passam de facilidades (habilidades) tão simples como saber fazer um café e que, portanto, deveriam desprover de tanta e desnecessária bajulação. *Digo ser uma estranha mania, pois não pretendo e um tanto menos gostaria de fazer uso do substantivo 'egoísmo' neste início de conversa-desabafo-pensamento alto.
Por que é que teimam em enxergar 'fontes maiores' quando a 'coisa' nem tamanho direito de coisa possui e, não satisfeitos em bajular individualmente, precisam tornar público os 'grandes feitos' e forçar de maneira visível e extremamente irritante os outros a compactuarem com a ideia de 'descobrimos o Brasil novamente', coletivizando a bajulação para, quando saciados, darem fim ao ridículo espetáculo?!

'Acendam as luzes;
Liguem os microfones;
Levantem os cartazes...
Ah! E não esqueçam da melancia no pescoço.'













* Depois de muito sem nada postar, aquela velha veia da indignação com o ridículo comportamento humano voltou a pulsar mais forte. Senhor, por favor, tapa-me, nestas horas, os ouvidos, fecha-me os olhos e tranca-me a boca. Um mantra. Um mantra, por obséquio.