quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
O MUNDO É UM MOINHO
Ouça-me bem amor
Preste atenção
O mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó.
Preste atenção querida
Em cada morto herdarás só o cinismo
Quando notar estais à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.
(CARTOLA)
Preste atenção
O mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó.
Preste atenção querida
Em cada morto herdarás só o cinismo
Quando notar estais à beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés.
(CARTOLA)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
MORTE - VIDA INSANA
Bati a porta implorando a certeza de que o mundo ficaria lá fora. Atirei-me no sofá marinho e surrado como se atira pedras ao fundo de um poço. Era um corpo frio, já morto e anestesiado pela podridão das dores. E lá dentro apenas eu. Meu eu que, naquela noite, nem me pertencia mais. Desejava a escuridão como companhia; A falta de luz sempre me fascinou. Era extasiante ver a cor negra das trevas já penetrando em mim. Fechei os olhos, buscando no inconsciente a perda total dos sentidos. Queria o nada e queria-o agora. Abri os olhos, numa luta contra meus próprios delírios e contra a realidade nua e crua e cruel daquele lugar, dos móveis de madeira escura e fria ao meu redor, dos densos devaneios que me atormentavam... Insana, insana vida! Tranquei-os. Tornei fechar meus olhos, desta vez com o pouco que ainda restava-me das forças, afim de exterminá-las. Vi a escuridão e seus monstros e meus monstros. Desejava-os. Rogava pra que tomassem aquele meu corpo sujo e largado.Via seus dentes negros e afiados. Negros e afiados. Vinham e se faziam cada vez mais próximos. E eu tremia e desejava-os. Aquele medo do desconhecido e feio, do sem luz e mau atormentava-me. Aquele medo excitava-me. E eu tremia e gemia e meus gritos suados e vermelhos queimavam de febre e faziam meu sangue percorrer minhas grossas veias cada vez mais rápido. Minhas batidas pulsavam na frequência de um furacão. Devastavam-me. Meu sangue jorrava. Vermelho vivo e quente e cheirava a podre. Agora, eu chorava. Insana, insana vida! Minhas lágrimas queimavam. Ardiam feito fogo. Chumbo, tinham a cor do chumbo; Pesado, escuro e denso. Domina-me! - Eu gritava ainda mais forte. Tremia e o sangue jorrava. Fazia rios em mim. E os monstros voltavam e iam e voltavam. Suas bocas largas pareciam engolir-me Sopravam tempestades e eu relampejava. Pedia por raios, faíscas, trovões... Pedia por fim, por morte, por mim. Clamava por vida... Outra vida!
domingo, 7 de fevereiro de 2010
TEM A VER COM SENTIMENTO
ORAÇÃO DO AMIGO ( Por Gabriel Chalita)
Há muito se diz que, quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro precioso. Há muito se diz que amizade verdadeira dura pra sempre. Não tem aquelas tempestades da paixão e nem a calmaria exagerada do descompromisso. É o meio termo. É a bonita sensação do estar perto e, de repente, deixar o silêncio chegar. Não exige tanto. Exige tudo. As amizades nascem do acaso. Ou de alguma força que faz com que uma simples brincadeira, uma informação, um caderno emprestado, uma dor seja capaz de unir duas pessoas. E a cumplicidade vai ganhando corpo, e o desejo de estar junto vai aumentando, e, com ele, a sensação sempre boa do poder partilhar, de se doar. Há muito se diz que os amigos verdadeiros são aqueles que se fazem presentes nos momentos mais difíceis da vida, naqueles momentos em que a dor parece querer superar o desejo de viver. De fato, os amigos são necessários nesses momentos. Mas, talvez, a amizade maior seja aquela em que o amigo seja capaz de estar ao lado do outro nos momentos de glória, e vibrar com essa glória. Não ter inveja. Não querer destruir o troféu conquistado. Aplaudir e se fazer presente. Ser presente. A amizade não obedece à ordem da proporcionalidade do merecimento. Não há sentido em querer de volta tudo o que com generosidade se distribuiu. A cobrança esmaga o espontâneo da amizade. E a surpresa alimenta o desejo de estar junto. O amigo gosta de surpreender o outro com pequenos gestos. Coisas aqui e ali que roubam um sorriso, um abraço, um suspiro. E tudo puro, e tudo lindo. Há muito se diz que não é possível viver sozinho. A jornada é penosa e, sem amparo, é difícil caminhar. Juntos, os pássaros voam com mais tranquilidade. Juntas, as gaivotas revezam a liderança para que nem uma delas se canse demais. Juntos, é possível aos golfinhos comentarem a beleza de um oceano infinito. Juntos, mulheres e homens partilham momentos inesquecíveis de uma natureza que não se cansa de surpreender. Eu te peço, Senhor, nessa singela oração, que me dês a graça de ser fiel aos meus amigos. São poucos, mas são preciosos. E impossível seria que fossem muitos. Não poderia ter muitos. Não teria tempo para cuidar de todos. E de amigo agente cuida. Amigo a gente acolhe, a gente ama. Eu te peço, Senhor, que me afastes do mal da inveja que traz consigo outros desvios. A fofoca. A terrível fofoca que humilha, que maltrata, que faz sofrer. Eu te peço, Senhor, que o sucesso do outro me impulsione a construir o meu caminho, e que jamais eu tenha ânsia de querer atrapalhar a subida de meu amigo. Eu te peço, Senhor, a graça de ser leal. Que eu saiba ouvir sempre e saiba quando é necessário falar. Senhor, sei que a regra de ouro da amizade consiste em não fazer ao amigo aquilo que eu não gostaria que ele me fizesse. E te peço que eu seja fiel a essa intenção. E sei que essa regra fará com que o que se diz há tanto tempo se realize na minha vida. Que eu tenha poucos amigos, mas amigos que permaneçam para sempre. Senhor, protege os meus amigos. Que, nessa linda jornada, consigamos conviver em harmonia. Que, nesse lindo espetáculo, possamos subir juntos ao palco. Sem protagonista. Ou melhor, que todos sejam protagonistas, e que todos percebam a importância de estar ali. No palco. Na vida. Obrigado, Senhor, pelo dom de viver e de conviver. Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir e de manifestar o meu sentimento. Obrigado, Senhor, pela capacidade de amar, que é abundante e é sem-fim. Amém!
Há muito se diz que, quem encontrou um amigo, encontrou um tesouro precioso. Há muito se diz que amizade verdadeira dura pra sempre. Não tem aquelas tempestades da paixão e nem a calmaria exagerada do descompromisso. É o meio termo. É a bonita sensação do estar perto e, de repente, deixar o silêncio chegar. Não exige tanto. Exige tudo. As amizades nascem do acaso. Ou de alguma força que faz com que uma simples brincadeira, uma informação, um caderno emprestado, uma dor seja capaz de unir duas pessoas. E a cumplicidade vai ganhando corpo, e o desejo de estar junto vai aumentando, e, com ele, a sensação sempre boa do poder partilhar, de se doar. Há muito se diz que os amigos verdadeiros são aqueles que se fazem presentes nos momentos mais difíceis da vida, naqueles momentos em que a dor parece querer superar o desejo de viver. De fato, os amigos são necessários nesses momentos. Mas, talvez, a amizade maior seja aquela em que o amigo seja capaz de estar ao lado do outro nos momentos de glória, e vibrar com essa glória. Não ter inveja. Não querer destruir o troféu conquistado. Aplaudir e se fazer presente. Ser presente. A amizade não obedece à ordem da proporcionalidade do merecimento. Não há sentido em querer de volta tudo o que com generosidade se distribuiu. A cobrança esmaga o espontâneo da amizade. E a surpresa alimenta o desejo de estar junto. O amigo gosta de surpreender o outro com pequenos gestos. Coisas aqui e ali que roubam um sorriso, um abraço, um suspiro. E tudo puro, e tudo lindo. Há muito se diz que não é possível viver sozinho. A jornada é penosa e, sem amparo, é difícil caminhar. Juntos, os pássaros voam com mais tranquilidade. Juntas, as gaivotas revezam a liderança para que nem uma delas se canse demais. Juntos, é possível aos golfinhos comentarem a beleza de um oceano infinito. Juntos, mulheres e homens partilham momentos inesquecíveis de uma natureza que não se cansa de surpreender. Eu te peço, Senhor, nessa singela oração, que me dês a graça de ser fiel aos meus amigos. São poucos, mas são preciosos. E impossível seria que fossem muitos. Não poderia ter muitos. Não teria tempo para cuidar de todos. E de amigo agente cuida. Amigo a gente acolhe, a gente ama. Eu te peço, Senhor, que me afastes do mal da inveja que traz consigo outros desvios. A fofoca. A terrível fofoca que humilha, que maltrata, que faz sofrer. Eu te peço, Senhor, que o sucesso do outro me impulsione a construir o meu caminho, e que jamais eu tenha ânsia de querer atrapalhar a subida de meu amigo. Eu te peço, Senhor, a graça de ser leal. Que eu saiba ouvir sempre e saiba quando é necessário falar. Senhor, sei que a regra de ouro da amizade consiste em não fazer ao amigo aquilo que eu não gostaria que ele me fizesse. E te peço que eu seja fiel a essa intenção. E sei que essa regra fará com que o que se diz há tanto tempo se realize na minha vida. Que eu tenha poucos amigos, mas amigos que permaneçam para sempre. Senhor, protege os meus amigos. Que, nessa linda jornada, consigamos conviver em harmonia. Que, nesse lindo espetáculo, possamos subir juntos ao palco. Sem protagonista. Ou melhor, que todos sejam protagonistas, e que todos percebam a importância de estar ali. No palco. Na vida. Obrigado, Senhor, pelo dom de viver e de conviver. Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir e de manifestar o meu sentimento. Obrigado, Senhor, pela capacidade de amar, que é abundante e é sem-fim. Amém!
sábado, 6 de fevereiro de 2010
EU NÃO SEI, NA VERDADE, QUEM EU SOU
" Tenhamos em mente que não somos o que os outros pensam e, muitas vezes, nem mesmo o que pensamos ser; mas somos, verdadeiramente, o que sentimos. Aliás, os sentimentos revelam nosso desempenho no passado, nossa atuação no presente e nossa potencialidade no futuro. " (Hammed)
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